Chicote Artificial

A fabulosa vida das elites da marginalidade criminosa em meio a setores sofisticados de aparato teo-político com viés sociopata de autoritarismo e racismo, e, agora, aparelhados também com o claro-escuro da web, que permite comportamentos contraventores (de todo o tipo) no rastro da própria corrupção do Estado de ´direito´.

João Barcellos, no livro Chicote Artificial – “Um Romance Filosófico Nas Entranhas Da Vivência Cibernética & Chamas D´Ignorância Que Queimam Saberes”, leva-nos a mundos e submundos pesquisados entre instituições e seitas durante anos e anos, que celebram o pandemônio por um poder brutalmente patriarcal e a ter a mulher como escrava, e só escrava. Os quadros são uma teia poeticamente desenhada entre a realidade pura e simples dos cotidianos que emergem nos noticiários da imprensa, em geral, e que se cruzam com uma ficção tecida de tal maneira que tudo se ´encaixa´ literariamente.

Os gêneros são colocados neste romance com a crueza do ´macho de mando´ que agora emerge das profundezas da internet como uma das mãos que aciona o chicote artificial e fazem das TI´s (tecnologias de informação) o novo altar do poder teo-político entre supremacistas e terraplanistas em oposição aos extremos do sovietismo trotsky-stalinista.

Bicheiros e narcos estão em conexão com a nova ordem tecnocrata nas plataformas das TI´s. João Barcellos faz deste Chicote Artificial mais um texto em que joga filosoficamente com a ficção extraída das circunstâncias humanas.

 

Joana d´Almeida y Pinõn

Houston/USA, 2020

Foto de João Barcellos

João Barcellos

Publicou o primeiro livro em 1968 e, no mesmo ano iniciou atividade jornalística, cultural e tecnológica. No Brasil, desde 1988, foi co-fundador do jornal O Serigrafico, Jornal Corpus, das revistas Vida & Construção e Impressão & Cores. Literariamente, coordena as coletâneas Palavras Essenciais e Debates Paralelos (ambas com 15 volumes). É co-fundador da agência Koty Marketing (2020).