A fabulosa vida das elites da marginalidade criminosa em meio a setores sofisticados de aparato teo-político com viés sociopata de autoritarismo e racismo, e, agora, aparelhados também com o claro-escuro da web, que permite comportamentos contraventores (de todo o tipo) no rastro da própria corrupção do Estado de ´direito´.
João Barcellos, no livro Chicote Artificial – “Um Romance Filosófico Nas Entranhas Da Vivência Cibernética & Chamas D´Ignorância Que Queimam Saberes”, leva-nos a mundos e submundos pesquisados entre instituições e seitas durante anos e anos, que celebram o pandemônio por um poder brutalmente patriarcal e a ter a mulher como escrava, e só escrava. Os quadros são uma teia poeticamente desenhada entre a realidade pura e simples dos cotidianos que emergem nos noticiários da imprensa, em geral, e que se cruzam com uma ficção tecida de tal maneira que tudo se ´encaixa´ literariamente.
Os gêneros são colocados neste romance com a crueza do ´macho de mando´ que agora emerge das profundezas da internet como uma das mãos que aciona o chicote artificial e fazem das TI´s (tecnologias de informação) o novo altar do poder teo-político entre supremacistas e terraplanistas em oposição aos extremos do sovietismo trotsky-stalinista.
Bicheiros e narcos estão em conexão com a nova ordem tecnocrata nas plataformas das TI´s. João Barcellos faz deste Chicote Artificial mais um texto em que joga filosoficamente com a ficção extraída das circunstâncias humanas.
Joana d´Almeida y Pinõn
Houston/USA, 2020



