Levar adiante uma conversa em torno de Política Pública é exigir, desde logo, um Bom Senso republicano com pinçadas de humanismo crítico.
Em meio de século de jornalismo e literatura, a puxar para uma poética filosófica, adentrei todos os quadrantes ideológicos e teo-políticos (pois, a religião não existe como ela-mesma), e raramente vislumbrei políticas públicas e, muito menos, bom senso.
E eu estou no Brasil. Por isso, vamos lá… Por incapacidade sociopolítica do Legislativo federal, o Supremo Tribunal Federal (STF) tem sido ´empurrado´ para analisar situações e, quase sempre, a decidir o que os indignos políticos eleitos não conseguiram. E pode? Ora, os ministros-juízes do STF recebem as demandas do Legislativo e do Executivo e têm que se manifestar –, e digo, algumas vezes (casos ´mensalão´ e ´lava-jato´) a interpretarem também a voz do Povo que, infelizmente, ainda se faz ´representar´ por elites de mentes coloniais.
Desta vez, os indignos políticos eleitos tinham chefes, na Câmara e no Senado, que queriam ser reeleitos, e incapazes de lerem a própria Carta Magna que nega tal ação, ´empurraram´ uma possível solução antidemocrática para as mãos do ministros-juízes; e estes, em decisão de voto apertado (o que no caso é uma vergonha e uma afronta ao Povo brasileiro), decidiram por manter ilesa a Carta Magna. Pode-se dizer, e o digo, prevaleceu por maioria o Bom Senso, pois, o contrário resultaria em Política Pública geradora de incertezas sociais.
Lamentavelmente, e por ter uma mancha criminosa entre alguns pares, o Legislativo não quis adotar a Lei Anticorrupção (incluindo a prisão em 2ª Instância) promovida por Sérgio Moro, permaneceu a autodefesa corporativa com a ajuda do STF.
E por falar em Bom Senso, será que um dia o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, vão se propor a uma caminhada social no mesmo passo do Povo brasileiro…?!
BARCELLOS, João | autor de “Ordem & Sociedade” (4ª Ediç), “Mens@gens Políticas & Filosóficas” (2ª Ediç), entre outros livros.



