Marco Temporal
Uma Indecência Colonial…
Manifesto _Grupo de Debates Noética
c/ João Barcellos
Set., 2021
Defendida por ignorantes que querem dar continuidade à mente colonial instalada pela ação luso-católica na Ilha do Brasil, ou de Sancta Cruz, a partir dos Anos 30 de 1500, e após a expulsão do Bacharel Cosme Fernandes com a ascensão do poder jesuítico a partir da Tratado d´Yperoig/Ubatuba, a ação político-parlamentar e judicial dita Marco Temporal, para demarcação de terras dos povos nativos e a incluir os invasores madeireiros e garimpeiros (patrocinados por grandes transnacionais, que não podem fazer isso em seus países…), visa somente dar fim gradativo a esses povos já há muito tempo expulsos de sua terra.
Tanto o parlamento como o judiciário atuam como neo-bandeirantes no cerco e preação dos povos nativos. E sabe-se que a preação de hoje garante a mesma escravatura de outrora e disseminação de doenças que o estrangeiro (e o brasileiro estupidamente ignorante) carreiam para a atividade madeireira e o garimpo.
E a questão não é só o Marco Temporal, é que em torno desta questão (que não por acaso se arrasta há pelo menos 20 anos…), o Estado brasileiro se permite negociar com a iniciativa privada estrangeira as riquezas que são dos povos nativos em suas terras originárias e dos próprios brasileiros!
Dar aos povos nativos os seus direitos próprios é deixar o Brasil originário respirar no modo republicano uma mentalidade libertadora dos costumes coloniais.
Urge pensar com visão de humanismo crítico e permitir que as novas gerações possam compartilhar a história da sua terra.
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