Pode-se dizer que há milênios a Rota da Seda é a fronteira e a mãe das guerras. Acerca deste assunto o historiador João Barcellos disse, em conferência em Iperó (FNI) e para Buenos Aires (´live´), que “se ajeita ao ato bélico a pessoa incapaz de bater na porta de alguém e estabelecer um diálogo civilizado”. E é assim mesmo, porque “a diplomacia foi criada para gerenciar zonas de paz com esforços direcionados ao progresso humano sob o espírito do humanismo crítico” (idem).
E então, o que se passa no Brasil?
Vivo há muitos anos nos EUA e por não ter tido oportunidade de ser cientista no Brasil, a minha terra. O que vejo? Uma nação esfacelada por interesses de ego político. E só. Pior: espelham-se nos EUA. Ah, não. As pessoas estadunidenses têm os seus problemas e vivem entre instâncias corporativas desde a Independência, já as brasileiras estão há dois séculos tentando ser elas mesmas e sem o conseguirem. Para mim, como brasileira (acadêmica e empresária), e aqui sublinho uma das falas do Mestre JB, “…o que falta no Brasil é coragem para assumir os erros estruturais do Estado unionista e gerar um consenso nacional em torno da Pessoa e da Nação, pois, nenhuma potência o é sem base socioeconômica própria e tendo a Educação como meta principal”.
Por que será que o Brasil não quer aprender a bater na porta das outras nações…?!
Joana d´Almeida y Piñon
Física / Houston-USA



