[…] O estabelecimento definitivo da colonização portuguesa-jesuítica na Pindorama deu-se a 9 de julho de 1562, quando o cacique goayanaz Tibiriçá ajoelhou diante de Ramalho e do jesuíta Manoel Nóbrega e traiu as tribos que foram tentar aniquilar a Societas Jesu no planalto de Campos de Piratininga.
Mas, a colonização é um todo de eventos sociopolíticos e, neste caso, eclesiásticos: existem resistências nativas e resistências dentro da colonização. E o Séc.18 de um Brasil já em identidade própria, levou à Inconfidência Mineira e à morte ´exemplar de um dos seus chefes maçons: o ´tiradentes´ – o primeiro herói da identidade brasileira.
No Séc.19, com a Maçonaria ´vermelha´ mais ativa, surgiu Bárbara de Alencar, no levante do Crato, que se tornou a primeira Presidente da República em marcha, logo aniquilada pela monarquia absolutista e alinhada à Maçonaria ´azul´. Do evento, surgiu a Mulher Brasileira no seu todo social e político – a heroína quase esquecida na estorinha da supremacia branca portuguesa-eclesiástica.
A morte ´exemplar´ d´O Tiradentes (Joaquim José da Silva Tiradentes, alferes da companhia dos ´dragões´), em 21 de abril de 1792, se acalmou a corte portuguesa, por um lado, por outro, atiçou em toda a colônia o espírito de um Brasil-nação como a noção colonial-ultramarina de ´o Outro Portugal´; logo, celebrar o evento da Inconfidência Mineira com a lembrança d´O Tiradentes é celebrar o Brasil em sua identidade própria e histórica (…).
BARCELLOS, João
21 d´Abril, 12026 EH
Segundo o Calendário do Holoceno, o mais correto, hoje é 21 de Abril de 12026,
i.e., da Era Humana.


