Quando leio sobre “o elogio da universidade” sempre lembro as discussões acadêmicas que o livro “Agostinho e Vieira – Mestres de Sujeitos!” [João Barcellos e Manuel Reis: ediç Profedições, Portugal, 2006] provocou no Brasil, na Argentina e no México, e o quanto isso me levou lá para os Anos 69 e 71 dos Século 20 e as “batalhas por uma universidade ajustada às comunidades que lhe dão sede”, no caso, a Universidade do Minho sob o crivo do prof-engº Joaquim Santos Simões. Falar do Ensino em 3º Grau nunca é tarefa fácil, porque ondas de negatividade cultural surgem entre gerações sob escudos teo-políticos que demonizam a própria sociedade e a Universidade é o primeiro foco de ataque, sempre o primeiro – e pior, sim, pior, como alerta o filósofo Manuel Reis, do Centro de Estudos do Humanismo Crítico (Guimarães-Portugal), quando a Sapiência surge ao 4º Grau em estudos noéticos que confrontam essa teo-política de ignorância assumida profeticamente.
“A graduação, ou licenciatura, é a alforria em termos de literacia. É condição para uma liberdade que pode ser usufruída, que pode ser parte de um caminho de satisfação, de reconhecimento e de autoestima. É uma valorização que apenas acrescenta, que sempre valoriza e faculta oportunidade”, diz o pedagogo Paulo Mendes Pinto, da Faculdade Lusófona (unidade São Paulo: Cotia), na edição da revista IstoÉ de 12 de fevereiro de 2023.
Ler o interessante e provocador texto de Paulo Mendes Pinto não é somente ler…, é, ler para entender (lembro aqui o livro “Tempo Para Entender”, de Hélio Alves, da Universidade de Évora…, uma lição), pois, ou aprendemos a ler o que somos e da Universidade fazemos um campus da sapiência em humanismo crítico, ou assinamos aquele atestado de autodestruição social que a turma negacionista nos quer impingir em delírios de brutalidade animalesca.

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