Não, não é fácil para professoras e professores o gerenciamento da atividade escolar em plena pandemia ´Covid-19´. O corpo docente teve que que se reinventar tecnologicamente para assimilar um roteiro pedagógico com dinâmica em ferramentas didáticas na maioria das vezes completamente desconhecidas.
Aos poucos, a docência ganhou um apoio indispensável do outro lado da telinha do celular e do computador: as mães.
Dedicadas com muito amor às suas crianças, as mães viraram monitoras com supervisão do corpo docente em educação à distância (ead).
Em casa, e não na escola com apoio do Poder Público (que inexistiu…), o corpo docente adquiriu material didático e traçou estratégias e cenários que as mães assimilaram com muita responsabilidade social e cidadã. Algo que os políticos simplesmente desconhecem no âmbito do Legislativo e do Executivo. É fácil ´dar´ cesta básica (ora, todos nós pagamos…), difícil é estar dentro da realidade e acompanhar com visão de futuro a educação das crianças.
O desamparo tecnológico do corpo docente é gritante, pior, humilhante, mas os governadores e os prefeitos não querem saber (Isso aí dá voto?…), já no plano federal a ´coisa´ beira o burlesco (Educação. E daí?…) com ministros completamente isolados da realidade pedagógica. Por isso, se o corpo docente (professoras e professores) se obriga a um desempenho de alta significância social e didático-pedagógica, as mães tornaram-se peças-chave para o êxito dessa missão cidadã.
Por isso, também, aqui fica a minha celebração junto das mães que corajosamente resolveram amparar as suas crianças e ombrearam com professoras e professores!
João Barcellos
12 de Outubro de 2020
Fts.: Verdes Mares e Agência Alagoas



