25 de Abril
Portugal, 1974
Tempos depois de despejado do poder, o ´delfim´ salazarista Marcello Caetano veio a público dizer que “…estávamos a um passo de sermos uma potência mundial com as reservas minerais das colónias e o golpe dos militares simplesmente arrancou da nação essa possibilidade (…), o povo vai viver tempos de miséria…”. Ou seja, Sua Excelência o colonialista sentia-se bem a explorar os povos africanos, se calhar a tentar imaginar recolonizar o Brasil. Ora, o golpe de Estado militar de 25 de Abril de 1974 pôs a nação no seu devido lugar: Portugal com a gente portuguesa e as colónias com as gentes africanas e suas identidades próprias. Salazar foi procurado diversas vezes para um trato de paz e civilidade com as gentes africanas, e não quis, e obviamente, Caetano seguiria o mesmo caminho colonial – continuar a explorar as riquezas naturais em Angola e Moçambique, principalmente. Ora, deve-se aos Capitães de Abril a abertura de Portugal ao mundo, e se as gentes portuguesas têm que viver com os seus próprios recursos que assim seja, pois, não estão à mercê da polícia política (a ´pide´) nem dos abusos de autoridade político-militar. Esta é a história do Portugal ele-mesmo, não a estorinha política e policialesca que Salazar e a bispalhada cristã catolicizada (=colonizada) espalharam social e academicamente!
- C. Macedo | poeta e jornalista
25 de Abril, sempre!


