25 de Abril, sempre!

25 de Abril

Portugal, 1974

 

Tempos depois de despejado do poder, o ´delfim´ salazarista Marcello Caetano veio a público dizer que “…estávamos a um passo de sermos uma potência mundial com as reservas minerais das colónias e o golpe dos militares simplesmente arrancou da nação essa possibilidade (…), o povo vai viver tempos de miséria…”.  Ou seja, Sua Excelência o colonialista sentia-se bem a explorar os povos africanos, se calhar a tentar imaginar recolonizar o Brasil. Ora, o golpe de Estado militar de 25 de Abril de 1974 pôs a nação no seu devido lugar: Portugal com a gente portuguesa e as colónias com as gentes africanas e suas identidades próprias. Salazar foi procurado diversas vezes para um trato de paz e civilidade com as gentes africanas, e não quis, e obviamente, Caetano seguiria o mesmo caminho colonial – continuar a explorar as riquezas naturais em Angola e Moçambique, principalmente. Ora, deve-se aos Capitães de Abril a abertura de Portugal ao mundo, e se as gentes portuguesas têm que viver com os seus próprios recursos que assim seja, pois, não estão à mercê da polícia política (a ´pide´) nem dos abusos de autoridade político-militar. Esta é a história do Portugal ele-mesmo, não a estorinha política e policialesca que Salazar e a bispalhada cristã catolicizada (=colonizada)  espalharam social e academicamente!

 

  1. C. Macedo | poeta e jornalista

25 de Abril, sempre!

Foto de João Barcellos

João Barcellos

Publicou o primeiro livro em 1968 e, no mesmo ano iniciou atividade jornalística, cultural e tecnológica. No Brasil, desde 1988, foi co-fundador do jornal O Serigrafico, Jornal Corpus, das revistas Vida & Construção e Impressão & Cores. Literariamente, coordena as coletâneas Palavras Essenciais e Debates Paralelos (ambas com 15 volumes). É co-fundador da agência Koty Marketing (2020).